Mostrando postagens com marcador primeiro-ministro japonês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador primeiro-ministro japonês. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Japão vai dobrar limite de entrada no país para 20 mil pessoas por dia

O governo está sob pressão de setor privado para reabrir suas fronteiras

Japão vai dobrar o limite de chegadas do exterior
O Japão vai dobrar o limite de chegadas do exterior para 20 mil pessoas por dia a partir de junho, informou a agência de notícias Kyodo nesta quarta-feira (11), citando fontes do governo.

Mas isso pode depender dos casos de Covid-19 nos próximos dias, já que as infecções devem aumentar devido ao feriado de Golden Week, que terminou no último domingo (8) e elevou o movimento de pessoas em todo o país.

O governo também está considerando aceitar turistas estrangeiros em passeios de pequena escala ainda este mês, com o objetivo de expandir a recepção de viajantes em etapas. Os turistas não podem entrar no país desde o início da pandemia, há mais de dois anos.

Atualmente, têm acesso ao Japão empresários, estudantes estrangeiros, estagiários técnicos e outros que ingressem para fins não turísticos.

O governo está sob pressão de setor privado para reabrir suas fronteiras, já que a entrada de turistas significaria mais gastos e movimentaria a economia do país.

O primeiro-ministro Fumio Kishida disse durante uma visita a Londres na semana passada que o Japão revisaria suas medidas de Covid-19 "em etapas" após consultar especialistas em saúde pública e as alinharia com outras nações do G7.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Japão estuda abolir quarentena para viajantes que tiverem comprovante da 3ª dose de vacina contra Covid

A partir de março, o governo também pretende aumentar o limite do número de pessoas que entram no país

3ª dose de vacina
O Japão está considerando afrouxar as restrições de entrada de estrangeiros no país, incluindo a abolição do período de quarentena para viajantes que cumprirem alguns requisitos, informaram o jornal Sankei e a agência de notícias Kyodo nesta quinta-feira (17).

Para se livrar da quarentena em hotéis ou em casa, o viajante teria que apresentar o comprovante da terceira dose da vacina contra Covid-19 e teste negativo, além de ter vindo de um país onde o nível de infecções está baixo.

Mesmo para viajantes que não cumprirem esses requisitos, o Japão planeja reduzir o período de quarentena de sete para três dias.

A partir de março, o governo também pretende aumentar o limite do número de pessoas que entram no país para 5.000 por dia, dos atuais 3.500, incluindo japoneses e estrangeiros que não tenham fins turísticos.

Takaji Wakita, chefe de um painel consultivo do Ministério da Saúde, disse na quarta-feira que o recente aumento nas infecções por coronavírus no Japão provavelmente “atingiu o pico” no início de fevereiro, embora ainda seja necessária cautela.

Desde novembro, o Japão tem proibido a entrada de novos estrangeiros, deixando as portas abertas apenas para seus cidadãos e estrangeiros residentes no país.

Essa medida, que deve expirar no final deste mês, gerou críticas internacionais de empresas a estudantes por ser muito rigorosa.

Mas as autoridades do governo japonês vêm discutindo ultimamente o quanto as restrições, inicialmente projetadas para evitar a disseminação da variante Ômicron, podem ser afrouxadas.

Se a mudança prevista for feita, a quarentena em casa ou em outras instalações de acomodação terminará depois que as pessoas testarem negativo para Covid-19 no terceiro dia depois da entrada no país.

O primeiro-ministro Fumio Kishida deve anunciar detalhes nesta quinta-feira.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Ômicron faz Japão fechar aeroportos para estrangeiros à meia-noite deste dia 30

A decisão é temporária até que se saiba o perigo que representa a cepa Ômicron

Fumio Kishida
O governo japonês fechará efetivamente seus aeroportos para todos os estrangeiros de todos os países a partir da meia-noite deste dia 30, informou a mídia local nesta segunda-feira (29). 

O objetivo da medida é evitar a disseminação da variante Ômicron do coronavírus. 

Com esta decisão, o Japão se junta a Israel na aplicação de medidas mais rígidas de fronteira desde a descoberta da nova cepa. 

"Para evitar o pior cenário possível, e como medida de precaução de emergência, o Japão vai primeiro proibir a entrada de estrangeiros no país a partir da meia-noite de 30 de novembro", disse o primeiro-ministro Fumio Kishida a repórteres.

As restrições serão reforçadas para japoneses e estrangeiros com status de residência. Aqueles que retornarem de países da África, como África do Sul e Angola, e outras 13 nações onde a infecção foi confirmada ou há suspeita de casos gerados pela cepa Ômicron, deverão enfrentar quarentena por 10 dias, 6 dias ou 3 dias, dependendo do país. 

O governo havia elevado o limite máximo do número de imigrantes para 5.000 por dia desde a semana passada, mas planeja reduzir essa medida para cerca de 3.500 novamente a partir do dia 1º de dezembro.

"Estas são medidas temporárias e excepcionais que estamos tomando por uma questão de segurança até que haja informações mais claras sobre a variante Ômicron", disse Kishida a repórteres.

O premiê disse que a medida valerá por um mês, segundo a Reuters. Ele exortou o público a manter a calma, continuar usando máscaras e a manter o distanciamento social, destacando que o Japão já alcançou a maior taxa de vacinação entre as nações mais ricas. 

Embora o Japão ainda não tenha encontrado nenhuma infecção por Ômicron, o ministro da Saúde, Shigeyuki Goto, disse que testes estão sendo feitos para determinar se a nova variante infectou um viajante da Namíbia, o qual testou positivo para o vírus. A análise da coleta deverá sair em cinco dias. 

O primeiro-ministro disse que está pronto para receber críticas de que está sendo muito cauteloso.

A medida marcou uma rápida escalada de restrições desde sexta-feira, quando o Japão disse que aumentaria os controles de fronteira para pessoas que chegam de seis países africanos.

A decisão é tomada apenas algumas semanas depois que a administração de Kishida facilitou as medidas de quarentena para viajantes estrangeiros a negócios para ajudar a impulsionar a economia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que a definição do nível de gravidade da Ômicron, identificada primeiro na África do Sul, pode levar de "dias a várias semanas".

Nações em todo o mundo estão retomando as restrições desde que a OMS classificou a Ômicron de "variante de preocupação".
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Japão considera simplificar formato das Olimpíadas devido ao coronavírus

As Olimpíadas, inicialmente programadas para começar em 24 de julho de 2020, foram adiadas por 1 ano devido ao surto de coronavírus
Olimpíadas de Tóquio

O Japão está considerando simplificar o formato das Olimpíadas de Tóquio no próximo ano como parte dos esforços para prevenir a propagação do novo coronavírus, disseram fontes do governo nesta quinta-feira (4), divulgou o jornal Mainichi.

As mudanças poderiam incluir a diminuição no número de espectadores e redução das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas e Paralimpíadas, de acordo com fontes.

A disposição de serviços médicos, incluindo a realização de testes PCR (reação em cadeia da polimerase) em atletas, staff e espectadores, e restrições nas saídas de esportistas das vilas olímpicas estão sendo lançadas como possíveis medidas contra o vírus.

Em março, o Comitê Olímpico Internacional – COI e o governo japonês adiaram as Olimpíadas, inicialmente programadas para começar em 24 de julho deste ano, por 1 ano devido ao surto de coronavírus.

O primeiro-ministro Shinzo Abe disse que as Olimpíadas e Paralimpíadas deveriam ser realizadas de uma “forma completa” e dispensou a opção de reduzir a escala dos jogos, o que permanece sendo o objetivo final do governo.

Contudo, nesta quinta-feira o secretário-chefe do Gabinete Yoshihide Suga parou de explicar se o governo ainda mantém essa posição.

“É extremamente importante sediar jogos seguros para os atletas e espectadores”, disse o porta-voz do governo em uma coletiva de imprensa.

As fontes disseram que o comitê organizador e o COI já estão realizando discussões sobre revisões de seus planos operacionais para reduzir custos e adotar medidas contra o vírus.

“Esperamos trabalhar juntos com o governo e o comitê organizador para investigar o que pode ser simplificado”, disse a governadora de Tóquio Yuriko Koike. “Será necessário para ganhar empatia e compreensão do público”.

As Olimpíadas estão programadas para o período de 23 de julho a 8 de agosto de 2021, com as Paralimpíadas seguindo entre 24 de agosto e 5 de setembro.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 25 de março de 2020

Adiamento da Olimpíada: mais um duro golpe na economia japonesa

“Agora estamos enfrentando uma situação muito grave”, disse um economista
Adiamento da Olimpíada

O adiamento da Olimpíada é um duro golpe que quase certamente levará a economia persistentemente fraca do Japão, a terceira maior do mundo, à recessão.

Para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que tenta revitalizar o crescimento por meio de um mix maciço de flexibilização monetária, reformas de governança e do turismo, o surto de coronavírus desmontou o que deveria ter sido um ano olímpico triunfante.

Abe já prometeu um “enorme” estímulo para combater o coronavírus, que envolverá pelo menos 137 bilhões de dólares em gastos, disseram fontes à Reuters. Parte disso será financiado por novos empréstimos, apesar da péssima posição fiscal do Japão.

“Agora estamos enfrentando uma situação muito grave”, disse Hiroshi Ugai, economista-chefe do JPMorgan Securities Japan, à Reuters.

O JP Morgan estima que o adiamento dos Jogos reduzirá 1,1 trilhão de ienes (10 bilhões de dólares), ou 0,2%, da economia este ano.

Embora isso possa não parecer muito, ocorre em um contexto em que o coronavírus prejudica o turismo e pressiona as pequenas e médias empresas, levantando a perspectiva de um aumento nas falências.

A pandemia também ameaça frear o consumo.

Depois, há o impacto sobre a confiança das famílias, das empresas e dos investidores - o que pode ser considerável para uma sociedade em envelhecimento que há muito luta, muitas vezes sem sucesso, para escapar da deflação.

Efeito do coronavírus na economia global
A atividade empresarial entrou em colapso da Austrália e do Japão à Europa Ocidental em um ritmo recorde em março, à medida que ações para conter o coronavírus golpeiam a economia mundial.

Nos Estados Unidos, a atividade de negócios recuou ainda mais em março, atingindo uma mínima recorde, com a pandemia de coronavírus pressionando os setores de manufatura e serviços e reforçando a visão dos economistas de que a economia norte-americana já está em recessão.

O IHS Markit disse nesta terça-feira que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês Composto preliminar caiu para uma leitura de 40,5 este mês. Esse foi o nível mais baixo de todos os tempos, ante 49,6 em fevereiro. Uma leitura abaixo de 50 indica contração.

“O surto de coronavírus representa um grande choque externo para a perspectiva macro, semelhante a um desastre natural em larga escala”, disseram analistas do BlackRock Investment Institute em nota.

A atividade nos 19 países que usam o euro desmoronou, conforme os países determinaram paralisação de serviços para conter a propagação da doença, fechando lojas, restaurantes e escritórios.

O dado preliminar do PMI composto do IHS Markit para a zona do euro —visto como um bom indicador de saúde econômica— desabou a uma mínima recorde de 31,4 em março.

Essa foi de longe a maior queda de um mês desde que a pesquisa começou em meados de 1998 e veio abaixo de todas as previsões de uma pesquisa da Reuters, que havia mostrado leitura de 38,8, pela mediana das estimativas.

O IHS Markit disse que os números de março sugerem que a economia da zona do euro está encolhendo a uma taxa trimestral de cerca de 2%, e a escalada das medidas para conter o vírus poderá agravar a crise.

No Japão, as pesquisas do PMI mostraram que o setor de serviços encolheu em seu ritmo mais rápido já registrado neste mês e que a atividade fabril contraiu na velocidade mais rápida em uma década.

Os dados são consistentes com uma retração de 4% em 2020, disse o economista sênior da Capital Economics, Marcel Theliant. O adiamento das Olimpíadas de Tóquio deve causar um duro golpe à terceira maior economia do mundo.

Tokyo 2020

Estímulo infinito
Com a maioria dos mercados financeiros afundando, os bancos centrais globais vêm adotando medidas extraordinárias quase diariamente para deter o colapso.

Mas alguns analistas dizem que a flexibilização infinita da política monetária pode não ser suficiente e as etapas fiscais são cruciais. O mais recente esforço dos EUA nessa frente permanece estagnado no Senado, pois os democratas disseram que o pacote analisado reservava muito pouco dinheiro para hospitais e limites insuficientes de financiamentos a grandes empresas.

“Para que a economia norte-americana possa sair da crise atual e da recessão relativamente ilesa, serão necessárias intervenções de política mais radicais nas próximas semanas”, disse Anna Stupnytska, chefe global de estratégia macro e de investimentos da Fidelity International.
Fonte: Alternativa com Reuters