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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Tokyo 2020: atletas poderão ser expulsos do Japão se violarem regras da Covid-19

Cerca de 15 mil atletas de todo o mundo devem participar das Olimpíadas e Paralimpíadas no Japão neste verão

Tokyo 2020
Atletas estrangeiros que competirão nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio neste verão poderão ser expulsos do Japão se violarem regras destinadas a prevenir a propagação das infecções por coronavírus, de acordo com um livro de regras divulgado na terça-feira (15).

A terceira e nova versão da “cartilha” de 69 páginas com várias medidas contra a Covid-19 também cita que todos os atletas podem enfrentar penalidades por não cumpri-las, incluindo uma retirada do credenciamento e o direito de participar nos jogos, assim como multa.

Entretanto, especialistas na área da saúde questionam se as regras serão eficazes o suficiente para garantir a segurança do público no Japão e das Olimpíadas, que devem começar em 23 de julho, enquanto variantes contagiosas do vírus estão afetando alguns países.

A Tokyo 2020 deve contar com a presença de cerca de 15 mil atletas de todo o mundo. Haverá até 78 mil oficiais e trabalhadores do exterior, menos da metade dos 180 mil inicialmente planejados.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Tóquio celebra, novamente, marca de um ano para a Olimpíada

Uma cerimônia discreta de 15 minutos ocorreu em um Estádio Nacional vazio e escuro
Olimpíada de Tóquio

A nadadora japonesa Rikako Ikee, que está lutando contra a leucemia, proporcionou um vislumbre de esperança para os organizadores da Olimpíada de Tóquio durante uma cerimônia sombria e comovente para marcar um ano para os Jogos na quinta-feira.

A Olimpíada começaria nesta sexta-feira com uma cerimônia de abertura extravagante no Estádio Nacional, mas os Jogos foram adiados até 23 de julho de 2021 por causa da pandemia global de Covid-19.

Uma cerimônia discreta de 15 minutos ocorreu em um Estádio Nacional vazio e escuro, onde foram mostradas imagens para destacar os Jogos do ano que vem.

Ikee, que conquistou seis títulos nos Jogos Asiáticos de 2018 e foi considerada uma forte concorrente a uma medalha olímpica antes da doença, ficou sob holofote vestida de branco, representando uma figura de esperança para Tóquio.

“Imaginem o mundo daqui a um ano”, disse ela enquanto segurava a chama olímpica em uma lanterna.

“Como será maravilhoso ver a cortina se erguendo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Atualmente, estamos vivendo em um mundo de altos e baixos. Espero sinceramente que a paz e a tranquilidade da vida cotidiana retornem o mais rápido possível.”

Tokyo 2020

Várias instalações que sediarão os Jogos Olímpicos no próximo ano, incluindo a recém-construída Arena Ariake, foram iluminadas com as cores olímpicas para marcar a ocasião.

No ano passado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, presidiu uma cerimônia reluzente na capital japonesa e declarou Tóquio a cidade anfitriã mais bem preparada que ele já tinha visto.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Japão considera simplificar formato das Olimpíadas devido ao coronavírus

As Olimpíadas, inicialmente programadas para começar em 24 de julho de 2020, foram adiadas por 1 ano devido ao surto de coronavírus
Olimpíadas de Tóquio

O Japão está considerando simplificar o formato das Olimpíadas de Tóquio no próximo ano como parte dos esforços para prevenir a propagação do novo coronavírus, disseram fontes do governo nesta quinta-feira (4), divulgou o jornal Mainichi.

As mudanças poderiam incluir a diminuição no número de espectadores e redução das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas e Paralimpíadas, de acordo com fontes.

A disposição de serviços médicos, incluindo a realização de testes PCR (reação em cadeia da polimerase) em atletas, staff e espectadores, e restrições nas saídas de esportistas das vilas olímpicas estão sendo lançadas como possíveis medidas contra o vírus.

Em março, o Comitê Olímpico Internacional – COI e o governo japonês adiaram as Olimpíadas, inicialmente programadas para começar em 24 de julho deste ano, por 1 ano devido ao surto de coronavírus.

O primeiro-ministro Shinzo Abe disse que as Olimpíadas e Paralimpíadas deveriam ser realizadas de uma “forma completa” e dispensou a opção de reduzir a escala dos jogos, o que permanece sendo o objetivo final do governo.

Contudo, nesta quinta-feira o secretário-chefe do Gabinete Yoshihide Suga parou de explicar se o governo ainda mantém essa posição.

“É extremamente importante sediar jogos seguros para os atletas e espectadores”, disse o porta-voz do governo em uma coletiva de imprensa.

As fontes disseram que o comitê organizador e o COI já estão realizando discussões sobre revisões de seus planos operacionais para reduzir custos e adotar medidas contra o vírus.

“Esperamos trabalhar juntos com o governo e o comitê organizador para investigar o que pode ser simplificado”, disse a governadora de Tóquio Yuriko Koike. “Será necessário para ganhar empatia e compreensão do público”.

As Olimpíadas estão programadas para o período de 23 de julho a 8 de agosto de 2021, com as Paralimpíadas seguindo entre 24 de agosto e 5 de setembro.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 25 de março de 2020

Adiamento da Olimpíada: mais um duro golpe na economia japonesa

“Agora estamos enfrentando uma situação muito grave”, disse um economista
Adiamento da Olimpíada

O adiamento da Olimpíada é um duro golpe que quase certamente levará a economia persistentemente fraca do Japão, a terceira maior do mundo, à recessão.

Para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que tenta revitalizar o crescimento por meio de um mix maciço de flexibilização monetária, reformas de governança e do turismo, o surto de coronavírus desmontou o que deveria ter sido um ano olímpico triunfante.

Abe já prometeu um “enorme” estímulo para combater o coronavírus, que envolverá pelo menos 137 bilhões de dólares em gastos, disseram fontes à Reuters. Parte disso será financiado por novos empréstimos, apesar da péssima posição fiscal do Japão.

“Agora estamos enfrentando uma situação muito grave”, disse Hiroshi Ugai, economista-chefe do JPMorgan Securities Japan, à Reuters.

O JP Morgan estima que o adiamento dos Jogos reduzirá 1,1 trilhão de ienes (10 bilhões de dólares), ou 0,2%, da economia este ano.

Embora isso possa não parecer muito, ocorre em um contexto em que o coronavírus prejudica o turismo e pressiona as pequenas e médias empresas, levantando a perspectiva de um aumento nas falências.

A pandemia também ameaça frear o consumo.

Depois, há o impacto sobre a confiança das famílias, das empresas e dos investidores - o que pode ser considerável para uma sociedade em envelhecimento que há muito luta, muitas vezes sem sucesso, para escapar da deflação.

Efeito do coronavírus na economia global
A atividade empresarial entrou em colapso da Austrália e do Japão à Europa Ocidental em um ritmo recorde em março, à medida que ações para conter o coronavírus golpeiam a economia mundial.

Nos Estados Unidos, a atividade de negócios recuou ainda mais em março, atingindo uma mínima recorde, com a pandemia de coronavírus pressionando os setores de manufatura e serviços e reforçando a visão dos economistas de que a economia norte-americana já está em recessão.

O IHS Markit disse nesta terça-feira que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês Composto preliminar caiu para uma leitura de 40,5 este mês. Esse foi o nível mais baixo de todos os tempos, ante 49,6 em fevereiro. Uma leitura abaixo de 50 indica contração.

“O surto de coronavírus representa um grande choque externo para a perspectiva macro, semelhante a um desastre natural em larga escala”, disseram analistas do BlackRock Investment Institute em nota.

A atividade nos 19 países que usam o euro desmoronou, conforme os países determinaram paralisação de serviços para conter a propagação da doença, fechando lojas, restaurantes e escritórios.

O dado preliminar do PMI composto do IHS Markit para a zona do euro —visto como um bom indicador de saúde econômica— desabou a uma mínima recorde de 31,4 em março.

Essa foi de longe a maior queda de um mês desde que a pesquisa começou em meados de 1998 e veio abaixo de todas as previsões de uma pesquisa da Reuters, que havia mostrado leitura de 38,8, pela mediana das estimativas.

O IHS Markit disse que os números de março sugerem que a economia da zona do euro está encolhendo a uma taxa trimestral de cerca de 2%, e a escalada das medidas para conter o vírus poderá agravar a crise.

No Japão, as pesquisas do PMI mostraram que o setor de serviços encolheu em seu ritmo mais rápido já registrado neste mês e que a atividade fabril contraiu na velocidade mais rápida em uma década.

Os dados são consistentes com uma retração de 4% em 2020, disse o economista sênior da Capital Economics, Marcel Theliant. O adiamento das Olimpíadas de Tóquio deve causar um duro golpe à terceira maior economia do mundo.

Tokyo 2020

Estímulo infinito
Com a maioria dos mercados financeiros afundando, os bancos centrais globais vêm adotando medidas extraordinárias quase diariamente para deter o colapso.

Mas alguns analistas dizem que a flexibilização infinita da política monetária pode não ser suficiente e as etapas fiscais são cruciais. O mais recente esforço dos EUA nessa frente permanece estagnado no Senado, pois os democratas disseram que o pacote analisado reservava muito pouco dinheiro para hospitais e limites insuficientes de financiamentos a grandes empresas.

“Para que a economia norte-americana possa sair da crise atual e da recessão relativamente ilesa, serão necessárias intervenções de política mais radicais nas próximas semanas”, disse Anna Stupnytska, chefe global de estratégia macro e de investimentos da Fidelity International.
Fonte: Alternativa com Reuters